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O romancista e poeta Orlando da Costa morreu, ontem (27de Jan), em Lisboa, aos 76 anos, vítima de doença prolongada. Orlando da Costa iniciou a sua actividade literária pela poesia, tendo passado também pelo teatro, embora tenha sido na prosa que alcançou maior notoriedade. Nasceu em Maputo, em 1929, e viveu a infância e adolescência em Goa, donde recolheu inspiração para algumas obras. Veio para Lisboa em 1947, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras.
O presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, classificou a obra do poeta como "um dos momentos mais relevantes da ficção portuguesa". Para o presidente da APE, Orlando da Costa "contribuiu com os seus romances, os seus poemas e a sua dramaturgia para a renovação de formas e temas que trouxeram à literatura portuguesa uma base próxima do neo-realismo".
Já o escritor Mário de Carvalho destacou a "humanidade e companheirismo" do romancista, classificando a prosa do romancista como "muito apurada". E remata "Era uma pessoa perfeitamente extraordinária".
O Partido Comunista manifestou o seu pesar pela morte do escritor, salientando o facto de "ter sido militante do PCP até ao seu falecimento".
Orlando da Costa é pai do actual ministro da Administração Interna, António Costa e do jornalista Ricardo Costa.
O funeral segue hoje, pelas 18 horas, para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa, onde pelas 19 horas o corpo será cremado. in JN |