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Língua Portuguesa

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Eça de Queirós
Escritor português que deu corpo ao movimento Realista. O facto de ter viajado muito, nomeadamente devido à sua carreira de diplomata, forneceu-lhe muita matéria-prima para os seus romances.

  Motivo de chacota quando defendeu, ainda jovem, um novo tipo de literatura que era produzida no estrangeiro, Eça de Queirós veio mais tarde a consagrar-se como escritor realista.
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A diferença entre descrição, narração e dissertação

Esquema da narração

Tipos de redacção ou composição

Tudo o que se escreve recebe o nome genérico de redacção (ou composição). Existem três tipos de redacção: descrição, narração e dissertação. É importante que  perceba a diferença entre elas. Leia, primeiramente, as seguintes definições:

 

Descrição

É o tipo de redacção na qual se apontam as características que compõem um determinado objecto, pessoa, ambiente ou paisagem.

Exemplo:

A sua estatura era alta e seu corpo, esbelto. A pele morena reflectia o sol dos trópicos. Os olhos negros e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma fisionomia calma, que mais parecia uma pintura.

 

Narração

É a modalidade de redacção na qual contamos um ou mais factos que ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certas personagens.

Exemplo:

Numa noite chuvosa do mês de Agosto, Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal-iluminada que conduzia à sua residência. Subitamente foram abordados por um homem estranho. Pararam, atemorizados, e tentaram saber o que o homem queria, receosos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, somente um bêbado que tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de sua casa.

Última Actualização ( Quarta, 29 Junho 2005 )
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A fragmentação do Império e as línguas românicas

O processo de fragmentação linguística do Império Romano, responsável pela formação das diversas línguas românicas -- português, francês, espanhol, italiano e romeno, principalmente -- deve ser observado sob o ponto de vista linguístico e político-social.
O latim falado nas diferentes regiões do Império Romano tinha uma realidade tão diversificada que, no século III da nossa era, a unidade linguística do império já não  existia. Essa imensa diferenciação dialectal é uma das principais causas da transformação do latim nas línguas românicas.
A respeito do processo de dialectação, Mattoso Câmara afirma: "A diferenciação dialectal explica-se, sempre, em parte, pela história cultural e política e pelos movimentos de população e, por outra, pelas próprias forças centrífugas da linguagem humana, que tendem a cristalizar as variações e criar dialectos em qualquer território, relativamente amplo, e na medida directa do maior ou menor isolamento das áreas regionais em referência ao centro linguístico irradiador"(Mattoso Câmara, 1979)
Várias causas de caráter político-cultural são apontadas por Mattoso Câmara para a diversificação linguística da România:
o factor cronológico - as regiões foram romanizadas em momentos diferentes, recebendo, portanto, o latim em diversos momentos de sua evolução;
o contacto entre a cultura romana e as diferentes culturas dos povos conquistados;
a grande diversidade sócio-económica das regiões conquistadas;
Contribuíram para acelerar o processo de fragmentação linguística os seguintes factos históricos:
o edito de Caracala - que estabeleceu o direito de cidadania aos indivíduos livres do Império, resultando perda de privilégios para Roma (212);
a descentralização política e administrativa do Império - com a criação de doze dioceses, Roma perde o poder de ditar a norma linguística;
a mudança da sede do Império para Bizâncio (330);
a divisão do Império Romano, provocada pela morte de Teodósio (395), em Império do Oriente e Império do Ocidente (este não resiste às inúmeras invasões).

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